Lei do farol baixo nas rodovias – Lei 13.290/2016

Dirigir com o farol baixo durante o dia já é obrigatório para ônibus em faixas exclusivas e motocicletas, mas a partir do dia 7 de julho também passará a ser obrigatório durante o dia para carros em túneis e nas rodovias de todo o país, mesmo que as vias tenham iluminação pública. A decisão foi sancionada em maio pela Lei do farol baixo, 13.290/2016, modificando a Lei 9.503, que versava sobre o uso do farol baixonos carros apenas em túneis.

A Lei do farol baixo prevê que motoristas flagrados com os faróis desligados em estradas federais e estaduais serão autuados por infração média, com multa de R$ 85,10 e 4 pontos na carteira. Por enquanto, a dica é que o motorista já vá se acostumando com a nova Lei do farol baixo, já que a determinação também vale pararodovias que cruzam áreas urbanas. A partir de novembro as multas serão reajustadas e a infração média passará a valer R$ 130,16.

Onde o uso do farol baixo já é obrigatório?

Além dos países escandinavos, como Dinamarca, Finlândia e Suécia, onde a decisão surgiu, os países sulamericanos, como Chile, Argentina e Uruguai, Europeus, Canadá, e alguns estados americanos também já adotam a Lei do farol baixo. No Brasil, não usar o farol baixo em rodovias já foi considerado infração no estado do Rio Grande do Sul em 1996 e no Paraná em 1997, mas a decisão em ambos os estados não perdurou, já que confere à União, e não aos Estados, legislar sobre trânsito.

Até então, a medida era considerada opcional e recomendável pelo Código Nacional de Trânsito Brasileiro.

 

Afinal, a lei do farol baixo nas rodovias durante o dia serve para que?

Pode parecer que não faz diferença, mas o farol baixo durante o dia aumenta bastante avisibilidade, principalmente, para pedestres e ciclistas, e evita que infrações de trânsito sejam cometidas. Além disso, em rodovias de mão dupla, a iluminação permite que os veículos  em sentido contrário sejam vistos a uma distância de cerca de três quilômetros. Para se ter uma ideia, essa visibilidade cai pela metade com os faróis apagados. Por tanto, esta é uma medida de precaução.

A obrigatoriedade surgiu primeiramente em países que, em determinados períodos do ano, possuem incidência solar muito baixa. Nesses países a redução de acidentes chegou a 21% em estradas rurais, sendo que a Suécia mostrou uma queda de 11% nas colisões, enquanto a Dinamarca registrou baixa de 7% das colisões frontais e transversais apenas nos primeiros 15 meses após a aprovação da lei de trânsito.

Mesmo em locais com mais incidência solar, como alguns estados dos Estados Unidos, dados da National Highway Traffic Safety Adiministration (NHTSA), associação estadunidense de segurança viária, mostram que a medida reduziu no país em 5%  acidentes entre carros e em 12% acidentes envolvendo ciclistas e pedestres.

Farol ou Farolete?

Uma das grandes dúvidas em relação a nova Lei do farol baixo é se a medida engloba faróis de neblina ou de milhagem. A resposta é não. O Código de Trânsito considera apenas três luzes existentes na maioria da frota do país: farol baixo, farol alto e a lanterna. Portanto, a lei considera realmente apenas o farol baixo ou o Daytime Running Light, dispositivo especial para este propósito.

Daytime Running Light

O Daytime Running Light (DRL) é um dispositivo de iluminação diurna que liga automaticamente com o carro. Eles são projetados para terem baixa intensidade, o que diminui o consumo de energia. Carros fabricados na Europa devem ter o DRL desde 2011 e os veículos da GM nos Estados Unidos já vem com o aparelho instalado desde 1995.

No Brasil, alguns modelos já vem com o DRL instalados. É o caso do Peugeot 208, o Citroöen C3 e o Fiat 500.

Outra grande dúvida é sobre as rodovias que cruzam meios urbanos. Isso porque nem sempre sabemos claramente se a via que estamos dentro de uma cidade é uma rodovia. Para alguns especialistas o ideal é que os órgãos responsáveis sinalizem essas vias.

De qualquer maneira, para evitar infrações e multas de trânsito, o mais indicado, para quem vive em cidades com rodovias que as cortem, é adotar o hábito de usar o farol durante todo o dia. Afinal, o uso do farol baixo não representa um gasto sensível de energia e nem desgaste do automóvel. Além, é claro, de evitar que você seja surpreendido pela nova Lei do farol baixo.

Dicas para economizar combustível

1. Alinhamento
A suspensão e a direção desalinhadas aumentam a resistência à rodagem dos pneus, fazendo o carro beber mais. O alinhamento do conjunto suspensão/direção deve ser feito a cada 10 mil quilômetros ou quando você "atropela" aquela cratera na pista. 

 

 

2. Ar Condicionado
O ar-condicionado pode aumentar o consumo de combustível em até 2%. Se o dia na cidade não estiver tão quente e o trajeto não vai afetar sua segurança, desligue o ar, abra a janela e economize. Na estrada a situação é diferente, pois os vidros fechados contribuem para diminuir a resistência do ar.

 

 

4. Acelere corretamente

 

Evite acelerações bruscas.

 

A aceleração uniforme reduz consideravelmente o consumo de combustível e o desgaste do moto

 

 

3. Carregue só o necessário
Há quem guarde cada coisa no porta-malas… peças velhas, roupas, calçados e até cadeira de praia. Só que, quanto mais peso, mais o carro vai gastar. Arrume o compartimento de carga e livre-se do peso morto para não jogar combustível e dinheiro fora.

 

 

5. Não espere aquecer

A época em que era necessário esperar o motor esquentar para então seguir viagem já passou. Para economizar, ligue o carro, coloque o cinto, ajuste os retrovisores e siga em frente, mas não acelere forte.

 

7.Confira sempre a calibragem

 

Rodar com pneus murchos aumenta a resistência à rolagem. Se a pressão do pneumático estiver 30% abaixo da recomendada pelo fabricante do veículo, o consumo pode aumentar em até 2,5%. Além do desgaste irregular dos pneus. Aí, o prejuízo é enorme.

 

 

6. Não se esqueça da manutenção
Se um simples filtro de ar entupido pode aumentar o consumo em 10%, imagine o quanto é possível poupar num veículo com a manutenção em dia? 

 

 

8. Troca de marcha

Se quer economizar, troque as marchas com sabedoria. Não estique demais e tente manter as rotações numa faixa econômica. Deixe as marchas “fortes” para subidas íngremes ou as use para fazer o freio-motor, evitando assim a famosa “banguela” (uso do ponto morto numa descida). Essa prática diminui o consumo em motores com injeção e reduz o desgaste dos freios.

O que você pode fazer pelo seu carro

Como todo equipamento, um carro exige alguns cuidados básicos para ter uma vida mais longa. Se forem bem tratados, os veículos atuais podem rodar por muitos anos sem maiores problemas. Além disso, essas medidas preventivas, além de representar economia e segurança, garantem a valorização de seu patrimônio na hora da revenda. Clique nos itens abaixo e veja algumas dicas para conservar e prologar a aparência e a vida de seu carro.

 

Fonte : Guia Quatro Rodas

ALINHAMENTO 

Junto com o balanceamento e o rodízio de pneus, o alinhamento é vital para a segurança, conservação e maior economia. Recomenda-se executar esses serviços a cada 10000 quilômetros para evitar o consumo prematuro dos pneus, o desequilíbrio do carro e o desgaste do sistema de suspensão e da direção.

 

ANTENAS 
Ela ainda é um objeto visado por ladrões e vândalos. Se for do tipo telescópico, elétrica ou não, tome o cuidado de sempre recolhê-la antes de deixar o veículo. Se for do tipo rosqueado, retire e guarde dentro do carro em local que não seja visível do lado de fora. O melhor é parar sempre em um estacionamento de confiança.

 

BANCOS 
Mesmo os revestidos de tecido sintético, que são bem mais resistentes, mancham. Vazamentos de produtos químicos, alimentos líquidos ou pastosos e barro encabeçam a lista dos maiores responsáveis pela sujeira. Para uma limpeza profunda, procure uma empresa de confiança para a lavagem. Os de plástico podem ser limpos com um pano úmido. Porém, é importante não deixar que a sujeira, ou a poeira em excesso, se acumule. Bancos revestidos de couro também necessitam de cuidados. Para limpá-los, use um pano umedecido. O couro de boa procedência é impermeável e não encharca, nem fica quebradiço com o tempo. O ideal é hidratar o couro com vaselina líquida a cada seis meses. Retire o pó e aplique a vaselina. Tire o excesso e espere três horas até o couro absorver o produto. Em regiões mais quentes e úmidas, essa manutenção deve ser feita a cada dois meses. Procure estacionar sempre à sombra, pois o sol tende a ressecar o couro, causando rachaduras irrecuperáveis em sua superfície.

 

 

 

FUSÍVEIS 
São simples de trocar porque geralmente a caixa que os contém encontra-se em lugares de fácil acesso. O mais difícil é saber a que setor eles se referem. Por exemplo, se os faróis não acendem, a busca começa pelo quadro de fusíveis. Ele varia de lugar conforme o modelo do veículo. Para identificar a peça danificada, verifique um a um. Os queimados apresentam a fina lâmina interna rompida. Na dúvida, procure a informação no manual do proprietário (sempre uma leitura obrigatória), onde encontrará o esquema das posições de cada peça e seu equivalente. Em carros mais modernos, com eletrônica embarcada, a queima de fusíveis é mais rara. Em todo caso, é bom ter alguns de reserva no carro.

 

 

 

LIMPADOR DE PÁRA-BRISA 
É um equipamento de primeira necessidade. Seu bom funcionamento é sinônimo de segurança, em dias de neblina ou chuva. Verifique periodicamente a pressão do braço do limpador, a borracha das palhetas (se ela passa e deixa marcas no vidro, está na hora de trocá-las), bem como o jato do esguicho de água do pára-brisa.

 

 

CAMBAGEM 
É o ajuste que determina o ângulo entre o chão e a linha vertical da roda. O controle dessa inclinação, que pode ser positivo ou negativo, influencia as características de rolamento das rodas. Um sinal de que existe problema na cambagem é o desgaste irregular dos pneus. Uma checagem nas rodas a cada 10000 quilômetros, incluindo aí o rodízio dos pneus, é indicada. Oficinas especializadas fazem a leitura da inclinação por meio de sensores eletrônicos. Havendo necessidade, o acerto é feito apertando ou soltando um jogo de parafusos no braço de suspensão da roda ou diretamente no eixo. O alinhamento e o balanceamento devem ser incluídos no ajuste para que o acerto seja realmente eficiente

 

CATALISADOR 
É um dispositivo instalado no escapamento com a função de transformar substâncias poluentes em gases menos nocivos à atmosfera. Dependendo da qualidade do combustível utilizado, pode durar 80000 quilômetros. Porém, está sujeito a danos especialmente por estar instalado na parte inferior do veículo. Evite entrar em poças de água profundas e procure desviar de pedras maiores, que podem causar estragos. Catalisador danificado perde a eficiência, já que seus elementos internos, de cerâmica, se desfazem e não conseguem mais transformar os gases. E um novo custa bem caro.

 

CINTO DE SEGURANÇA 
Peça fundamental para a segurança do motorista e dos passageiros e de uso obrigatório por lei. Verifique sempre se os engates e os pontos de fixação da peça estão bem conservados e presos. As tiras devem estar bem costuradas e sem folgas. Os mecanismos também devem ser constantemente lubrificados. A manutenção inclui uma limpeza regular. Um pano umedecido com um detergente suave é indicado para manter as tiras limpas.

 

LATARIA 
Nos carros atuais, ela já vem bem protegida de fábrica contra ferrugem e outros agentes nocivos ao metal. Também não é difícil conservar a lataria do veículo contra poeira ou barro. Contra acidentes ou vandalismo isso já é bem mais complicado. Riscos, batidas de porta em estacionamentos ou ainda pequenos amassados que aparecem por alguém ter encostado no carro acontecem com freqüência. O mais importante é não deixar o conserto para mais tarde. Isso pode significar prejuízos maiores que os da batida. Pequenos retoques, “martelinho de ouro” e outros recursos são facilmente encontrados em serviços de reparos rápidos para resolver esses problemas. Procure fazer sempre, no mínimo, dois orçamentos antes de ordenar o serviço.

EQUIPAMENTOS DE EMERGÊNCIA 


Se não tiver estepe, extintor de incêndio e o triângulo de sinalização no carro, você pode ser multado, já que a legislação o obriga a tê-los. Equipamentos como macaco ou chave de roda são de apoio, mas não são obrigatórios. Porém, todos são de extrema utilidade e nunca podem faltar em um veículo. Cuide para que estejam sempre à mão e em plenas condições de uso. Estepe: Deve estar sempre calibrado e balanceado. Se precisar usá-lo e ele estiver murcho, prefira colocá-lo na parte traseira, instalando o pneu bem calibrado na frente. Extintor: Num incêndio, retire o lacre de inviolabilidade, levante a alavanca e aperte o gatilho na direção do fogo. Triângulo: Indica que um carro parado está com problemas. Deve ser colocado a uma distância de, no mínimo, 50 metros do veículo. Macaco: Atenção redobrada às instruções de uso que vêm no manual do proprietário. Macaco mal colocado pode causar acidentes. Chave de roda: A melhor é a do tipo cruzeta, que permite o uso dos pés para ajudar a soltar os parafusos da roda. Há outros itens que podem ser bastante úteis em emergências ou ocasiões imprevistas: luvas de tecido, panos para limpar as mãos e para forrar o chão (no caso de uma troca de pneu) ou os bancos e o porta-malas (quando for transportar algum objeto sujo ou molhado).

 

ESCAPAMENTO 


Com o uso constante, sofre desgaste provocado pelos resíduos corrosivos de combustível e óleo e deve ser trocado sempre que apresentar buracos ou rachaduras, para não comprometer o bom desempenho do motor. Composto por câmaras de expansão, conversores catalíticos e tubos, é o sistema responsável por recolher e eliminar os gases queimados no processo de combustão no motor, bem como pela redução do nível de ruído produzido por seu funcionamento, graças a um silenciador interno. Ele abafa o ruído do escape. Dentro do silenciador, há tubos perfurados e defletores que desviam o fluxo do gás, reduzindo sua velocidade e a pressão. Isso diminui as vibrações e o ruído.

 

 

 

FARÓIS 


A maioria dos motoristas não sabe, mas é necessário fazer revisões periódicas dos faróis do carro. As lâmpadas devem ser trocadas a cada dois anos, aproximadamente. Além disso, buracos e depressões nas cidades e estradas fazem com que os faróis percam a regulagem de fábrica em até três meses. Por isso, recomenda-se fazer uma revisão completa a cada noventa dias. Lembre-se: olhos ofuscados por luz alta podem demorar até meio minuto para se recuperar. Quanto maior a velocidade, maiores os riscos de acidentes.

LUZES 
O bom funcionamento das luzes é fundamental em um veículo e pode evitar situações de perigo. E não só os faróis. Lanternas, piscas, luzes de freio e de ré, iluminação interna, luzes do painel, bem como a fonte de energia – a bateria –, devem ser constantemente checados para que não haja surpresas. No caso da bateria, observe se os cabos estão oxidados (geralmente há o acúmulo de um pó pastoso esbranquiçado), ou se estão frouxos ou soltos.

 

PINTURA 
A pintura lisa ou sólida é a mais comum (e mais barata) e usa apenas pigmentos de cores. Utiliza-se laca ou esmalte para essa camada. Na pintura metálica, a tinta recebe a chamada carga de efeito, ou seja, laca acrílica e pigmentos de alumínio que deixam a superfície brilhante. A pintura perolizada leva pó de pérola e pigmento de mica (de origem mineral), que tornam as cores mais intensas. Embora a formulação das tintas tenha evoluído consideravelmente nos últimos tempos, tornando a superfície pintada mais resistente ao ataque de produtos químicos, certos cuidados devem ser tomados para mantê-la em ordem. Lave sempre que pegar poeira ou barro, após transitar em estradas de terra ou sob chuva. Não utilize querosene nem solvente. O ideal é usar um detergente bem suave, lavando e enxaguando rapidamente toda a superfície. Não deixe secar ao sol. Encerar e polir com regularidade, no mínimo a cada 90 dias, é importante para conservar a pintura e a boa aparência.

 

RODAS 
Buracos e guias são os seus maiores inimigos. Elas amassam e entortam em choques mais fortes e só uma troca resolve o problema. Rodas em bom estado e pneus com especificação correta, devidamente calibrados, evitam desgastes, melhoram a segurança e economizam combustível. Para cada tipo de veículo, existem rodas com medidas adequadas para não prejudicar seu desempenho. Portanto, não é só a beleza que conta na hora de escolher rodas que não sejam originais de fábrica para seu carro.

 

TETO SOLAR 
Esse equipamento exige um bom funcionamento das borrachas de vedação e lubrificação das articulações. É preciso ler o manual de cada fabricante com atenção, pois só ele contém as informações específicas para que você cuide bem do seu teto, prolongando sua vida útil. Quando o carro já sai de fábrica equipado com ele, não há problemas de desvalorização na hora da revenda. Atenção: o mesmo não acontece se o teto for colocado depois.

 

VIDROS 
Para evitar riscos precoces, nunca ligue o limpador de pára-brisa quando o vidro estiver seco. Ele normalmente acumula poeira, óleo e outras sujeiras. Para lavar os vidros, utilize sempre muita água com detergente suave ou limpa-vidros e uma flanela macia. Não deixe que a sujeira se acumule. Eles devem estar sempre bem limpos para não prejudicar a visibilidade, principalmente, e contribuem com a boa aparência do veículo.

O pneu furou e descobri que o estepe está murcho

Esse é um dos pecados capitais da manutenção automotiva. É por isso que ao fazer a calibragem deve-se incluir o estepe na rotina. Porém, se você já está no aperto, resta apenas avaliar o quão murcho está o estepe. Se ele possui pressão suficiente para não deixar o aro encostar na banda de rodagem, é possível dirigir por uns 3 km a baixa velocidade (inferior a 70 km/h) até a borracharia mais próxima sem rasgá-lo ou danificá-lo. No percurso deve-se tomar o cuidado para passar bem devagar em lombadas e valetas. Mas, se o pneu estiver com o aro encostando no chão, a solução é acionar a seguradora, que pode fazer a troca do estepe. Nesse caso, ela pode levar o pneu até um posto ou borracharia mais próximos, enchê-lo e trazê-lo de volta.

Vendi meu carro, não avisei ao Detran e agora as multas estão chegando

Quando alguém vende um carro, tem 30 dias para encaminhar o comunicado de venda ao Detran para isentá-lo da responsabilidade sobre penalidades ocorridas após a venda, caso o novo dono não faça a transferência. Isso pode ser feito on-line na maior parte dos Detrans. Se você não fez e as multas começaram a chegar, o primeiro passo é estancar o recebimento de novas infrações. Para isso, procure um despachante para pedir o bloqueio do carro junto ao Detran. Depois, entre com recurso na Junta Administrativa de Recurso de Infração (Jari), pedindo a isenção das multas e pontos. A dica é anexar ao recurso a data de reconhecimento de firma do documento de transferência.

O policial me parou, mas não consigo encontrar o documento do veículo

O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) são documentos de porte obrigatório. Não portá-los configura infração leve, com multa de 53,20 reais e 3 pontos. Assim, o veículo deveria ser apreendido até que se apresentem os documentos. Isso é a teoria, mas na prática pode-se pedir para o policial fazer uma rápida consulta pela CNH do motorista para conferir os dados do veículo, caso ele esteja no seu nome. Se estiver tudo certo, é possível que ele deixe você ir ou aplique só a multa.

Meu automóvel foi guinchado por estacionamento proibido

Em vez do carro, encontrou um cavalete em que se lê "veículo guinchado"? Primeiro procure o número de telefone no cavalete. Se não encontrar, ligue para a Prefeitura e descubra o setor responsável pelo guinchamento. Depois vá até lá de posse do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) atualizado e sua cópia simples, RG do dono (também com uma cópia) e habilitação. O veículo só será liberado após pagar todas as pendências, como multas atrasadas e IPVA. Se o carro estiver alienado, é preciso mostrar o contrato de financiamento. Regra semelhante vale para carro de pessoa jurídica (é necessário levar o contrato social). São cobradas ainda multa pelo guinchamento (375 reais em São Paulo) e diária de uso do pátio (29,40 reais).

Tive pane seca e o posto não vende gasolina avulsa

A venda de combustível em recipientes como garrafas PET e saquinhos é irregular há pelo menos 14 anos. Mas recentemente passou a ser permitida a venda em recipientes certificados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com selo do Inmetro. Para o uso em emergências, eles devem ser de plástico e ter 5 litros de capacidade com tampa de rosca. Mas há uma solução ainda mais simples: chame o seguro. Quase todas as seguradoras têm serviço de auxílio no caso de pane seca: uma plataforma leva seu carro até o posto de combustível.

Cheguei ao pedágio e percebi que estou sem dinheiro ou cheque

Praticamente todos os pedágios do país só aceitam duas formas de pagamento: dinheiro ou cheque. Mas ninguém vai impedi-lo de passar pela praça de pedágio. O pior que pode acontecer é você ser multado por evasão, o que caracteriza uma infração grave, com multa de R$ 127,69 e 5 pontos na habilitação. Mas multá-lo não interessa à concessionária, pois a multa não vai para o bolso dela. Então ela dará um jeito de receber o valor. Em geral a concessionária colhe os dados do motorista e do veículo e emite para seu endereço um boleto de pagamento com o prazo de até cinco dias. Se o carro for de outro estado, anotam-se os dados do veículo, pede-se que o motorista envie um e-mail à concessionária para confirmar se o veículo está no cadastro dos que receberam multa por evasão e é dado um prazo de cinco dias para o motorista voltar àquela praça para pagar. Porém, se ele não pagar no prazo, será multado por evasão.